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12 de agosto 2022

“Chegou o momento de institucionalizar um idoso… e agora?”

Sara Caetano |Diretora Técnica
(Grupo Amorim Saúde)

Não é um momento fácil para o idoso, não será mais fácil para os familiares…
A altura certa para institucionalizar um familiar poderá não ser consensual, pois dificilmente na família todos estarão de acordo na escolha a tomar.
O sentimento de culpa pela tomada de decisão acompanha a família e junta-se ao preconceito, habitualmente associado a estas instituições.

Quando um idoso começa a necessitar de cuidados e atenção frequentes, esta responsabilidade recai na maioria das vezes, pelo menos inicialmente, sobre um dos filhos, nora, ou outro familiar próximo.
A atual vida ativa não permite que estes cuidadores consigam acompanhar o idoso em todas as suas necessidades e exigências, levando por um lado a um sentimento de isolamento do idoso e a um sentimento de culpa dos familiares por outro, com cansaço e grande sobrecarga emocional.

Mas os familiares não devem ter receio de aceitar as suas limitações e antes reconhecer que a permanência do seu familiar idoso numa instituição sénior, pode ser a melhor opção tanto para o idoso, como para os cuidadores.

Frequentemente, não é inicialmente compreendido por idoso e cuidadores, que em função do nível de dependência, as instituições seniores estão adaptadas e exclusivamente dedicadas ao idoso, nas mais diversas vertentes. Isto passa pela atenção que lhe é prestada, pelos cuidados médicos e de enfermagem e pelas próprias atividades sociais, de fisioterapia e de lazer, que vão contribuir para o bem-estar global dos residentes.
Ao nível da medicação, por exemplo, a maioria das residências tem protocolos com as farmácias, para que a medicação dos residentes seja preparada e entregue nas próprias instalações, com toda a segurança e rigor.

As instituições seniores estão assim dedicadas e especializadas no acompanhamento que o idoso necessita e o estigma que por vezes lhes é associado, vistas como lugares de abandono dos idosos, com fracas condições de higiene, está longe de ser um espelho da maioria das residências, na atualidade.

Os familiares podem e devem visitar a residência sénior e consultar os profissionais que lá trabalham, para perceber se esta responde aos requisitos e preocupações que têm. Podem ainda criar com a instituição, um canal de comunicação que permita estar em contacto frequente com residência e idoso e, desta forma, participar ativamente no cuidado do seu familiar.
Desta forma, poderão ficar confortáveis na sua decisão, sabendo que o seu familiar está devidamente acompanhado e que tem uma equipa dedicada aos cuidados que ele necessita!

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